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Mercado imobiliário projeta crescimento de 10% em 2026 — e o corretor que chega preparado fecha mais.

  • Foto do escritor: Equipe Meneghel Advogados Associados
    Equipe Meneghel Advogados Associados
  • 20 de jun.
  • 4 min de leitura

O mercado imobiliário brasileiro entrou em 2026 com perspectivas concretas de crescimento. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta avanço de 10% nas vendas, impulsionado por um conjunto de medidas que expandiram o acesso ao crédito habitacional. O governo federal injetou R$ 35 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo via compulsório da poupança. O teto do valor financiado pelo SFH subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. E a criação da Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida abriu o mercado para famílias com renda entre R$ 8,6 mil e R$ 12 mil que estavam fora do crédito nos últimos anos.

No mercado de locação, o movimento também é expressivo. Com o financiamento ainda encarecido pela Selic elevada, a classe média adia a compra e migra para o aluguel — pressionando a oferta e sustentando a alta dos preços. Dados do IBGE mostram que uma em cada cinco pessoas no Brasil vive de aluguel, número que cresceu cerca de 27% entre 2010 e 2022.

Para corretores e imobiliárias, esse cenário representa uma janela real de oportunidade. Mais negócios sendo fechados, mais clientes tomando decisões patrimoniais relevantes, mais contratos em circulação. A pergunta que esse momento impõe, no entanto, é direta: a estrutura que sustenta essa operação está preparada para esse volume?


Mais negócios, mais pontos que merecem atenção

Num mercado em expansão, o ritmo de fechamento de negócios acelera. E com ele, acelera também a tendência de deixar para depois o que deveria ser feito antes: a verificação documental, a revisão do modelo de contrato, a orientação adequada ao cliente sobre o que está sendo assinado.

É um padrão que aparece com frequência no setor. Contratos de locação com cláusulas que não contemplam o cenário atual de reajuste. Garantias locatícias mal especificadas. Documentação de vendedores não verificada antes da proposta avançar. Ônus registrados na matrícula que só aparecem na hora da assinatura.

Cada um desses pontos, identificado antes da negociação avançar, tem encaminhamento simples. Identificado depois da assinatura, tem encaminhamento caro — para o comprador, para o vendedor e para o profissional que intermediou o negócio.


O cliente de 2026 chegou mais atento

Uma pesquisa do Datafolha em parceria com o QuintoAndar mostrou que 84% dos brasileiros enfrentam dificuldades para encontrar informações confiáveis sobre imóveis. O cliente chega à negociação com mais dúvidas do que certezas — e deposita no corretor a expectativa de encontrar clareza.

Existe um momento em toda negociação relevante em que essa expectativa se torna explícita. O cliente para e pergunta: está tudo certo? Os documentos estão em ordem? Se eu fechar agora, vai ter algum problema?

Nesse momento, ele não está perguntando sobre o imóvel. Está perguntando sobre o profissional que está do lado dele. E a resposta que esse profissional consegue dar — ou não consegue — define o ritmo de todo o restante da negociação.

O corretor que chega preparado — que verificou o que precisava ser verificado, que conhece os pontos que merecem atenção antes da proposta avançar — não responde com argumentos. Responde com segurança. E segurança, na prática, fecha negócios.


O que verificar antes de qualquer assinatura

A due diligence imobiliária — a verificação prévia estruturada antes de qualquer transação relevante — é o processo que transforma essa segurança em algo concreto.

Não se trata de um procedimento complexo ou demorado. Trata-se de verificar, antes de qualquer assinatura, um conjunto de pontos que podem revelar situações relevantes para todas as partes: a matrícula atualizada do imóvel, a situação documental do vendedor, débitos que acompanham o imóvel, restrições registradas e eventuais ações que envolvam o bem.

Cada um desses pontos verificado antes da proposta tem encaminhamento simples. Verificado depois da assinatura, tem encaminhamento caro — para todas as partes.

Em um mercado que projeta crescimento de 10% em 2026, com mais transações acontecendo em ritmo mais acelerado, essa verificação deixou de ser diferencial de profissionais mais cuidadosos. Passou a ser etapa básica de qualquer operação bem conduzida.


Contratos de locação: o que precisa de atenção nesse novo ciclo

O mercado de locação aquecido de 2026 também impõe atenção redobrada aos contratos em uso. Com mais demanda por aluguel e reajustes voltando a pressionar, alguns pontos merecem revisão nos modelos utilizados por corretores e imobiliárias.

O índice de reajuste aplicado e se ele está descrito com clareza suficiente para não gerar interpretações diferentes no momento de aplicar a correção — com o IGP-M registrando alta de 2,73% em abril, essa definição faz diferença real. A modalidade de garantia locatícia e se as condições de acionamento estão adequadamente especificadas. A cláusula de prazo e o que acontece em caso de renovação automática sem manifestação das partes. E as condições de rescisão antecipada para ambos os lados.

Esses pontos não aparecem por má-fé de nenhuma das partes. Aparecem porque o contrato foi elaborado para fechar o negócio — e revisado, muitas vezes, só quando o negócio já está em disputa.


Assessoria jurídica como vantagem competitiva no mercado de 2026

Em um mercado com mais de 650 mil corretores registrados no Brasil, segundo dados do Cofeci, a diferenciação entre profissionais não acontece apenas pelo volume de imóveis na carteira ou pela capacidade de negociação. Acontece pela confiança que o profissional consegue gerar — e pela segurança que consegue entregar.

Corretores e imobiliárias que operam com assessoria jurídica estruturada chegam às negociações com mais clareza sobre o que verificar, mais capacidade de orientar o cliente e menos risco de problemas pós-assinatura. Esse preparo, num mercado em expansão, é o que transforma um bom volume de negócios em um volume de bons negócios.

Na Meneghel Advogados, acompanhamos esse movimento de perto — como parceiros jurídicos de corretores e imobiliárias que querem crescer com estrutura nesse novo ciclo.


Se você atua no mercado imobiliário em Nova Odessa, Americana, Santa Bárbara d'Oeste ou Campinas e quer entender como o respaldo jurídico pode transformar a sua atuação nesse novo ciclo, o time da Meneghel Advogados está disponível para uma conversa.


mãos pegando uma chave

 
 
 

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